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Baiano, que gosta da mulher que ama (um dos últimos sobreviventes), bastante comunicativo, sou formado em Publicidade e Propaganda pela FIB/BA e além disso sou um cara muito romântico, a ponte de escrever poesias...

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Aqui vocês vão se distrair e saber um pouco das aventuras e desventuras de um simples mortal que sobrevive pela vida levando umas cheias e outras em vão...

Vou procurar deixar meu BLOG muito interessante no que diz respeito, a me acompanhar neste diario de bordo...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PRESSÃO 15 POR 11


Nunca fui ligado à pressão arterial e quando acontecia de tirar não tava nem aí, dava o braço pra mocinha aferir a pressão e tudo bem se o resultado fosse 13 por 9. Já era o sinal que meu coração junto com meu peso ia me deixar hipertenso.

Sendo um bom glutão, foi na época da faculdade que mais abusei dos salgadinhos, das coxinhas, das esfirras e dos enroladinhos, tudo muito bem acompanhado de uma coca-cola geladíssima. Isso tudo durante a semana não ia dá em coisa boa no futuro. Confesso que me sentia cada vez mais gordo, assim como, minha vontade incontrolável de encontrar com a "tia” e comer no mínimo dois salgadinhos no horário do intervalo. Saí satisfeito com esse big lanche!

Minha relação com a comida sempre foi 8 ou 80. Tenho lembranças (até hoje mãe fala) que sempre fui chato pra comer quando criança e detestava tomar sopa. Por conta disso, minha avó quebrou braço e perna me fazendo engolir uma colher de sopa. Minha complementação alimentar vinha do remédio Rarical – vitamina infantil junto com complexo B que D. Lígia fazia questão de me dá todo santo dia com propósito de estimular minha comilança infantil. Depois, já mais velho só sabia de comer feijão com farinha e chouriça no almoço. Até meus 10 pra 12 anos a feijoada era o meu cardápio principal. Fiquei conhecido como “garoto feijão”.

Os anos passaram e de tanto sair pra almoçar fora descobrir outras comidas e também que alguma delas, mesmo não tendo uma boa aparência, não significa que seja ruim, a exemplo: um sarapatel (comida feita de tripas e vísceras de animal) seja tão saboroso. Bem, conheço um monte de gente que troca essa iguaria por qualquer strogonoff. Acho uma grande besteira, pois o nosso paladar tem de ser universal, está aberto a novos sabores para conhecer melhor a culinária, ou melhor, como está em voga a gastronomia de todo mundo e lugares.

Nessa fase, de descobridor das comidas alheias, estava começando a engordar de tanto repetir o prato. Sou daqueles que não deixa comida, come até o último grão e ainda saí da mesa com gosto de quero mais. Lembro-me do meu pai fazendo o mesmo e quando eu deixava comida ele comia numa boa, a lei era limpar o prato! De tanto fazer isso e outras estripulias seu Isaac ficou diabético e teve um final trágico.

A verdade é que passaram os anos e eu por eles, comendo de tudo, até que a “nega” minha atual mulher insistiu pra fazer o checap. Disse a ela que faria o do milênio, do ano 2000. Dito e feito. Fui a um cardiologista que logo de primeira tomou minha pressão, estava em 14 por 10 (um pouco alta) e isso gerou uma série de exames e um grande medo de está no mínimo diabético além do já confirmado o diagnostico de pré-hipertenso. Fui para direto a uma endocrinologista para fazer um controle nutricional, já que a doutora também cuida desse caso, resultado: fiquei restrito a medida dos alimentos, tipo: bife – 200 gramas, ou melhor, só um pedaço do tamanho da palma da mão, brincadeira... Eu só comer isso e sem direito a uma boa farofa da graxa de bom bife acebolado. Sem possibilidades!!!

Recentemente caí na asneira de comentar que estava tonto quando acordei e veio logo ao meu encontro o aparelhinho de pressão e agora o resultado era 15 por 11. Sinal de alerta e com grande ameaça: – você pode ter um infarto a qualquer momento, vamos a Dr. Agnaldo... Sentenciou D. Lígia. Não que de fato eu fosse morrer no próximo minuto, mas sendo quarentão é bom seguir o ditado: “o homem seguro morreu de velho” – ditado completo é claro, não reduzido, “o seguro morreu de velho” como muita gente conhece. Isso aconteceu em dezembro, perto da virada de ano e o médico só tinha agenda no início de janeiro/2012. Negociei que iria sim, mas só depois dos festejos do Ano Novo, em outras palavras, depois da ceia natalina e dos comes e bebes do romper do ano. É mole, comida em primeiro lugar e a pressão que se dane (risos).

Novamente outra bateria de exames e pra minha surpresa os resultados foram bons, na medida do possível – já que continuava a mandar ver... Desta vez, os exames cardiológicos deram normais: coração e artérias sem entupimento, pulsação e fluxo sanguíneo no ritmo, tudo ok! Mas que inferno é esse se o coração tá em perfeita ordem e a pressão nas alturas? Andei perguntando e vendo na internet alguma resposta que explique esse “fenômeno” e nada. Na verdade não existe nenhuma relação que justifique esse desencontro.

Resultado: Hoje estou tomando três medicações associadas, duas pela manhã e uma a noite pra manter a pressão estabilizada. Acredito que esse terceiro remédio deve-se pelo Doppler (aparelho que faz o monitoramento 24h da pressão arterial) que botei e acabou saindo do lugar e até desligando, que provavelmente deu picos de pressão, ao dormir, e, por esses motivos, o médico considerou alternância no resultado final, prescrevendo os três “remedinhos” da pressão.

Apesar de ir ao médico numa condição extremamente perigosa, pois o infarto faz um grande estrago em qualquer pessoa, devo admitir que ele esteja certíssimo quando diz que todo hipertenso deve viver com os remédios, os exercícios físicos e a alimentação saudável – com pouco ou sem sal, a depender de cada caso, fazendo analogia com a santíssima trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

Graças a ele mudei de comportamento e atitude: tomo minhas pílulas, ando pela praia – já emagreci 5 quilos, estava com quase 90 – e estou me alimentando sem excesso, ou seja, não repito mais o prato, não belisco besteiras, além de jantar mais cedo. Mudei da água pro vinho. Espero quando voltar ao cardiologista daqui a dois meses esteja totalmente diferente nas medidas do corpo, no peso e na pressão. Assim seja!

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