Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Baiano, que gosta da mulher que ama (um dos últimos sobreviventes), bastante comunicativo, sou formado em Publicidade e Propaganda pela FIB/BA e além disso sou um cara muito romântico, a ponte de escrever poesias...

APROVEITEM

Aqui vocês vão se distrair e saber um pouco das aventuras e desventuras de um simples mortal que sobrevive pela vida levando umas cheias e outras em vão...

Vou procurar deixar meu BLOG muito interessante no que diz respeito, a me acompanhar neste diario de bordo...

domingo, 16 de março de 2014

SOLIDARIEDADE


PEDIDO DE UM AMIGO:

"AMIGOS, INFELIZMENTE FUI ASSALTADO ONTEM À NOITE E LEVARAM O MEU CARRO NO MOMENTO EM QUE EU O GUARDAVA NA GARAGEM DE CASA... FUI RENDIDO POR DOIS HOMENS ARMADOS, MAS GRAÇAS A DEUS NÃO ME FIZERAM NENHUM MAL... PEÇO AOS AMIGOS QUE DIVULGUEM PARA VER SE ENCONTRAMOS, POIS DENTRO ESTAVAM TODAS AS MINHAS FERRAMENTAS E MATERIAL DE TRABALHO. O CARRO É UM FIAT LINEA PRETO 2009 DUALOGIC PLACA DE SALVADOR JSD-1007... TEM DOIS ADESIVOS GRANDES NA PARTE TRASEIRA UM AZUL DO GRUPO "RODA PRESA" E OUTRO VERMELHO DOS "AMIGOS DE BIKE". MEU CONTATO: (71) 8819-3229
OBRIGADO!"

sábado, 8 de março de 2014

NOVO BLOG: DEFICIENTE DANADINHO

PRA QUEM AINDA NÃO SABE: Criei recentemente mais um blog, o blog do Deficiente Danadinho, pra aproveitar os meus escritos da coluna "DEFICIENTE DANADINHO" no blog da minha amiga Marisa Leão (Vida Minha). Pois bem, hoje no "deficiente" iria escrever mais uma lembrança do “Livro do DD”, (uma atração a parte - com grande sucesso de público) mas depois tanto ver no face, muitas  homenagens sobre o dia da mulher (um dia internacional), resolvi mudar o foco do meu texto. Vejamos:

CURIOSIDADE ALHEIA:
Tem uma coisa que realmente mexe com a curiosidade e imaginação dos outros, que é nossa forma de amar. Qual o mistério ou a mágica que faz “nosso amor ser melhor” ou de sabor diferente? Como acontece o amor em pessoas como a gente? Tem alguma coisa de especial? Alguma novidade? Devo informar aos curiosos de plantão que o amor não é diferente. Ele nasce e morre no mesmo lugar, no mesmo endereço que todos nós conhecemos: No coração, onde pulsa a paixão quando nova e sempre cuidada aos olhos de quem ama!
Sabemos que a primeira impressão é a que fica, é fato. É difícil encontrar alguém que nos olhe sem o véu do preconceito, da vergonha e principalmente do espanto, em saber que somos deficientes e por conta disso, o nosso amor e como “fazemos amor” faça parte do nosso pacote, ou seja, um amor defeituoso (pra quem julga assim).
Eu com deficiente físico nunca parei pra pensei nisso. Na verdade, jamais passou pela minha cabeça a preocupação de ter um amor perfeito, afinal, nada é totalmente perfeito. Eu quero sim, vivê-lo intensamente e retribuir a minha parceira sem nenhum problema à paixão que recebo. Já tive várias namoradas que nem lembrava que estava diante de uma pessoa dita deficiente. Não nego que sou, mas o meu amor, tanto no abstrato – sentimento que leva a ficarmos apaixonados – quanto no físico: “fazer amor de madrugada” entende? Vivem em harmonia com a vida que levo. Os meus namoros não retratavam um namoro esquisito ou estranho (fora dos padrões normais), sempre éramos um casal comum que encarava com normalidade o que o destino nos reservava.
A ELA:
Por isso, resolvi render homenagem a minha atual mulher (pois como dizia Vinícius de Moraes – eterno namorado, cada amor novo é renovado, vem com toda força, inquieto e sempre com aquela sede de amar), que divide as alegrias, as felicidades e também os ciúmes, que releva, às vezes, quem realmente somos para alguém, de dente e unhas afiadas prontas pra ferir e fazer sangrar um amor de fina estampa, que se mostrava em qualquer gesto, o imenso gostar que sentimos por você, nossa metade, minha alma gêmea.
A cumplicidade e companheirismo perfeito, daquelas que só no olhar entendemos o que o outro está pensando, completa nosso viver como casal, onde o amor interage buscando a todo o momento, o prazer de estamos envolto a paixão (renovada a cada dia), a certeza de compartilhar os bons momentos – quando amamos verdadeiramente não existem momentos tristes – pra dizer na nossa intimidade: Eu te amo, amor!
A minha baixinha desejo flores, no seu jardim da vida como mulher, que brote em todo a rosa, margaridas e nas flores do campo seu desejo, a se de realizar a cada dia, e de sermos, a cada instante, melhores que antes nosso relacionamento a dois.
SEMPRE AMANDO:
Agora, depois da explicação de como amo, como amamos, dou um conselho de graça, aqueles que se sentem deficientes de alguma forma (Eu mesmo sendo não me sinto): Espero que tenha entendido o recado e procure sair da “vitrine da insensatez” imposta pelos outros e ganhe as “ruas do amor único” onde só você saberá caminhar pelo sentimento tão nobre.

Em outras palavras, seja feliz!

Façam uma visita ao blog Deficiente danadinho, copiando ou clicando no link:
http://defidanadinho.blogspot.com.br/

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ISTO SIM PRECISA SER DIVULGADO

Bem, fiquei sabendo da boa nova da UGPD – UNIDADE GRATUIDADE PESSOAS DEFICIENTES, em brotas, quando fui tirar minha carteira de passe livre (transporte) e lá fiquei sabendo que eles além de tratar desse assunto, dão um curso voltado ao mercado do trabalho para as pessoas deficientes, aqueles que nunca ou já trabalhou, mas neste momento se encontra desempregado, procurando emprego. A ideia deste trabalho é capacitar esta pessoa a fim de deixa-la próxima do que pedem as empresas, suprindo as necessidades desse mercado: um deficiente capaz de trabalhar dentro dessas normas, ou seja, um trabalhador como outro qualquer. Uma novidade bastante grata!

Devo admitir ser um trabalho digno de reconhecimento, pois em matéria de ajudar essa leva de deficientes físicos a ingressar no emprego, contribui diretamente com autoestima de cada participante, quando abordam a questão da psicologia, nas relações humanas, que todos nós devemos ter para se relacionar com outros indivíduos que num futuro próximo, serão nossa segunda família, quando estivermos empregado e vestindo a camisa da empresa. Isto é, vencendo os muitos desafios da convivência grupal no local do trabalho.
O curso de Preparação para o Mercado Produtivo capacita as deficientes com novas ferramentas, desconhecidas ou não, que serão focadas de modo a ajudá-las a quebrar essas barreiras que muito atrapalha sua vontade de está empregado, a sensação de ser uma pessoa útil e mais, vencer na vida com seus próprios esforços, sem depender da caridade alheia (aquela que a deficiência é o nosso cartão de visitas, por acharem que somos incapazes) causadora da falsa sensação de impotência.

Abrange tudo que é necessário, pra fazer de você um excelente profissional com garantias de bons elogios. São trabalhadas no curso questões sobre o “mundo do trabalho”, como: as categorias das empresas, carreira e perspectivas profissionais, direitos e deveres do empregador/empregado – Leis, libras (línguas brasileira de sinais) – para deficientes auditivos e a informática – principais conceitos. É um curso completo!
É bom lembrar que este curso vai servi para resto da sua vida, pois somará no seu currículo, deixando você ainda mais capacitado para o mercado de trabalho, cada vez exigente e competitivo, ao ponto de obrigá-lo a acompanhar as mudanças evolutivas, que fazem o seu crescimento como futuro profissional buscar sempre melhorias, alinhando sua necessidade com o desejo do empresariado.

Deficiente hoje é ganho de tempo para toda a empresa, por ser considerado um operário padrão (no sentido literal mesmo) – tem um pacote a oferecer a toda hora a elas, tais como: perseverança e exatidão em tarefas de precisão; compenetração e entusiasmo; tranquilidade, criatividade em ideias novas e soluções, além de amizade, trato cordial e alegre; espírito pacificador e conciliador; zelo pela conservação de materiais; espírito comunicativo, amor à vida; respeito às normas; espírito aberto à evolução; prontidão para emergências ou empreitadas difíceis; coragem, equilíbrio emocional; versatilidade, ou seja, capacidade para o exercício de várias funções; vontade de aprender aperfeiçoar-se; dotes de liderança; solicitude para com necessitados; honestidade nas atitudes; espírito de poupança; civismo; prudência e humildade. Isto é, um exemplo a ser seguido de funcionário que todos desejam.

Por falar nisso, por incrível que pareça, nós somos aquele tipo de individuo que sempre procura ter perfeição, naquilo que faz. Toda pesquisa feita sobre o nosso trabalho aponta responsabilidade, compromisso e entrega nas coisas que somos encarregados a fazer. 

Gostaria de convocar todas as pessoas interessadas a participarem deste trabalho, de fundamental importância para nossa inclusão no mercado de trabalho.  
Visitem o site da APADA-BA - Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos do Estado da Bahia (parceira da UGPD na realização deste curso) http://www.apada-ba.org.br/ e em seguida, dê uma telefonema para UGPD – Unidade de Gratuidade de Pessoas com Deficiência (71) 3356-7615 | 3276-1014 e procurando maiores informações sobre o curso gratuito de preparação para o mercado produtivo, depois se inscreva!

Faça acontecer ao seu favor e depois disso, preparado e principalmente capacitado, você estará habilitado a atender qualquer pedido que a empresa necessite. O emprego vem ao seu encontro, experimente essa incrível sensação!

 

 

 

terça-feira, 15 de maio de 2012

SERÁ O GÉLSON?


EM TEMPO: Os leitores vão estranham esses vídeos do Bahia campeão de 79 e 2012, porém não consegui achar coisa melhor para ilustrar o que escrevi nessa postagem.

No futebol, desde menino, tinha um ídolo dentro de casa, meu pai: Goleiro aspirante do Galícia. Sempre via fechar o gol, tanto que cresci jogando bola fazendo defesas “milagrosas” com uma mão só, à esquerda, já que a direita é comprometida. Afinal, sou deficiente físico, mas independente disso, o ditado filho peixe peixinho é poderia ser considerado, pelo gosto herdado do velho Isaac, em evitar o gol do time adversário. Quem sabe, ia fazer história como o primeiro goleiro deficiente do mundo.

Depois que passei me interessar pelo futebol e comecei a acompanhar o Vitória pelo campeonato baiano, prestava sempre mais atenção no goleiro e seu trabalho em campo. Considero sua função muito importante, pois é ela que vai “desestimular” o atacante adversário, ao saber e reconhecer que está diante de uma muralha, um paredão, um monstro em evitar que a bola entre. Não passa nada... O bom time sempre começa pelo seu o goleiro.

O vitória teve verdadeiras barreiras protegendo seu gol, podemos citar Andrada, Bagatine, Dida, Felipe, Viafra, além de Gélson com sua defesa vergonhosa na decisão da campeonato do título baiano de 79, num chute de Fito Neves de fora da área e que ele aceitou num verdadeiro frango e deu ao Baêa seu heptacbaiano em cima do rubro negro num dos Ba-Vis que a torcida não esquece, por ele ser um baita goleiro e ter falhado justamente no gol do nosso maior rival. Perdemos o título pelo placar simples de 1x0. A pergunta não cala: Foi o Gélson? Eis a questão...



Pois bem, chegamos em 2012 e nesse último BA-VI, o Vitória jogando o que jogou, viu o título indo embora, novamente na falha do seu goleiro reserva Douglas, escolhido sabe Deus o critério, para defender nossa meta, mas que falhou clamorosamente nos três gols (na minha humilde opinião e também daqueles torcedores que associou Gélson a Douglas). O que pensar nessa hora em que o Bahia foi o grande beneficiado, com um título achado em bolas paradas, ou seja, mais exatamente em faltas perto da área.

É leviano dizer da coincidência dos títulos de 79 e 2012 e a forma de como foram conquistados, de modo a desconfiar dos gols levados em falha do goleiro. Não temos prova e muito menos como provar o que houve fora das quatro linhas. Pra mim o placar foi e sempre será BAHIA 3 e DOUGLAS 3.

Não estou dizendo que o Vitória foi refém do seu goleiro para justificar nossa derrota, mas ele certamente proporcionou lances capitais para a decisão do título, principalmente no segundo gol do Bahia, do Gabriel, em que saiu totalmente perdido da área e terminou atrapalhando a zaga rubro-negra que poderia ter evitado um gol tão bobo.



Ao contrário dele, Marcelo Lomba honrou sua camisa e fez defesas decisivas nos dois jogos do Baianão 2012. Desde que chegou ao Bahia emprestado pelo Flamengo que já sabia que ele seria ídolo e o time carioca tinha feito uma besteira sem precedentes. Um goleiro como ele, sem desmerecer Felipe (ex-Vitória), dava sem sombra de dúvida o recado debaixo da meta. Sou suspeito pra falar, mas conheço um pela sua colocação diante de um perigo de gol.

O Bahia deve muito a ele e suas defesas feitas sem estrelismo. O seu apelido “paredão” faz jus ao seu trabalho de defender com objetividade o gol. Isso é o que importa! Lomba seria maluco se não aceitasse continuar no time pra ficar na reserva no Flamengo ou ter outro destino. Não sou Baêa, mas gostei da decisão de mantê-lo no elenco. Nada mais gratificante para um atleta ser reconhecido pelos serviços prestado e bem prestado. Ele merece. Devo lembrar a torcida do Tricolor de Aço ainda que seu time, o Baêa ainda não conseguiu ganhar do meu “Vitorinha” como dizem os tecedores mais ferrenhos.

O técnico Falcão não sabe o que é vitória no clássico BA-VI. É evidente que isso não contará porque o campeonato conquistado depois de longos 11 anos é relevante. Sei que deveríamos ter ganhado o título, pois jogamos bem melhor em Pituaçu e o jogo fluiu ao ponto de chegarmos à virada do placar, mas o nosso goleiro não estava num bom dia... Será o Gelson?!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

NETO BAIANO, NÃO. NETO VITÓRIA!


Este jogo com o time do ABC no Barradão me faz lembrar o do Flamengo contra o Olímpia deixando o adversário empatar já com a vitória ganha. Uma coisa inacreditável de acontecer no futebol, até mesmo por Joel Santana, um treinador acostumado a ver de tudo nesse meio futebolístico.

A coisa em comum entre eles foi “o sobrenatural de Almeida” a lá Nelson Rodrigues que apareceu em campo pra causar grandes estragos e surpresas. Primeiro com o rubro-negro carioca: Custou caro esse empate com os paraguaios e prejudicou em muito nossa permanência na Libertadores. O fato é que começamos dali a perder nossa classificação.

Depois veio o meu Vitória que tinha tudo pra se classificar tranquilo em casa e o time do ABC iria aprontar com a gente jogando fora. Não demoraria abrir o placar e no segundo tempo fazia 2X0, para a tristeza, a intranquilidade e o nervosismo dos jogadores, deixando o técnico e torcedores atônitos com o que via em campo: uma grande transformação. O leão apesar de algumas jogadas, não conseguia transformá-las em gol. Quem sabe, a falta de Marquinhos fosse o motivo desse acontecimento. A verdade é que a preocupação crescia e o tempo com o placar adverso, apontava somente uma certeza: A saída da próxima fase da Copa do Brasil.

Nesse momento, estava assistindo comigo a patroa que de futebol, não entende e não faz questão de entender e, além disso, detesta. Sentenciou diante a situação, a derrota! Como pode uma “boca maldita” dizer tal barbaridade? Ainda estava rolando o jogo e confesso que na maioria dos casos, ela acerta. O Vitória seria sua próxima vítima...

Não vivo sob o signo da superstição, mas toda mulher, ou melhor, na sua maioria não gosta de futebol. A minha é daquelas de não querer ouvir nem falar, quanto mais torcer pro um time.
Deixa lá...

Ao acontecer o primeiro gol de Neto Baiano notei que ela estava fazendo outra coisa. Seus olhos não emitiam ao meu time a descrença e a falta de energia para reagir à adversidade. Pois bem, logo em seguida veio o empate e a torcida que saia do Barradão retada voltou para ver o “sobrenatural de Almeida” vestido de rubro negro, fulminando o time do ABC com o terceiro gol e uma classificação desacreditada por muitos.

Não tem como negar que essa vitória maiúscula vai entrar na história, muito mais pelo sabor especial que teve do que qualquer outra coisa: O de vencer pela superação. Pela primeira vez como torcedor vi o Vitória reagir em poucos minutos, pra ser exato, em quinze, da vaia ao grito de gol foi só o momento de acreditar que Neto Baiano, o artilheiro do Brasil, pudesse dá a alegria aos rubro-negros presentes no estádio para assistir outro triunfo garantido do Leão.
Sofremos, mas conseguimos!

O Neto Baiano pra mim é chamado de Neto “Vitória”, pois é daqueles jogadores que veste e sua a camisa, não sossega enquanto não faz um gol, além ser um guerreiro na área adversária. Se o Vitória garantiu sua presença as oitavas do torneio tem de agradecer ao seu camisa 9, centroavante com faro de artilheiro e que este ano está como a bola toda e faz chover. Choveu mas ninguém se molhou... Exceto lá em Natal.

É isso aí, agora o Botafogo.

domingo, 15 de abril de 2012

PESSOAS ANENCÉFALICAS


Esta semana fiquei surpreso com a liberação do aborto de bebês anencéfalos, aqueles de má-formação ou ausência parcial do encéfalo na sua fase embrionária, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora já não é mais crime uma mãe abortar nesta situação, de ser obrigada a levar uma gestação, onde a criança tem uma expectativa de vida curtíssima, além de sacrificar também a vida dos pais, quando ficam diante da realidade de criar um filho com uma deficiência cerebral, irreversível e de dimensões catastróficas.

Qual casal ainda vai manter a “tal da felicidade” ao saber num resultado de ultrassonografia, exame necessário ao acompanhamento do pré-natal, que foi detectado essa deformação congênita no filho? Nenhum. É importante salientar que isso acarreta uma série de consequências. A afetiva é uma das mais sentidas, representada sempre pelo o amor de mãe. Pronta para doar-se sem medidas afetivamente e por conta disso, verá que seu amor terá de ser forte e ela guerreira pra suportar cada momento enquanto vida tiver a criança dentro desse trauma todo.

Pra mim é uma baita crueldade sem precedentes prolongar uma vida, ainda que seja em plena gestação e que depois de nascido, enquanto estiver vivo, dependerá dos outros e das máquinas do hospital. Imagine um ser humano sem saber o que está acontecendo – apenas um corpo vazio. Uma criança com cérebro nessa condição acontece isso... Um ser vazio sem existência do consciente. Saibam: Podem nascer cego, surdo, inconsciente e incapaz de sentir dor. Não tendo um cérebro em perfeita funcionalidade tira qualquer probabilidade de ser um indivíduo consciente e de ações reflexas, como a respiração e respostas aos estímulos a sua volta. Existe coisa pior pra uma recém-família que sonha e planeja o futuro do seu filho?

Não deveria nem ter votação pra isso. É uma política suja pra ganhar voto em época de eleição. Não precisava nem votar... Tá na cara que esse tipo de aborto é extremamente necessário. Qual culpa recaiu sobre a mulher se sua gravidez não foi por questões de “libertinagens” e sim por motivo de doença, comprovadas inclusive por exames e, a pesquisa mostra que acontece a morte de 65% dos bebês no útero materno e, quando nascem, sobrevivem algumas horas ou, levando no máximo, dias.

Somente no Brasil a classe política encontra uma maneira de levar vantagem com votação de temas, ao meu e aos outros também, desnecessários. Quem de sã consciência vai querer levar uma gestação problemática, só pra ver seu rebento nascer e não vingar? Tem mais de abortar e seguir a vida em frente, ver onde tá o problema, corrigi-lo e ficar grávida novamente. Para um casal jovem, onde a vida apenas começa, ao passar a tempestade, o resto é só abonança... Entende?


A IGREJA

A igreja alega que fazendo este aborto, providencial ao direito – justíssimo – de não querer conviver com um ser humano já morto, pois não tem nenhum registro em toda face da Terra, de algum sobrevivente com o cérebro nessa condição, vai de encontro com o príncipio da igreja: Os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

De que adianta criar um filho sem respostas vitais. Por acaso, é do tipo de filho pra colocar como quadro na parede da sala? O significado da verdadeira vida não é este e sim, vê-lo brincar, crescer, sorrir a retribuir o amor que lhe damos pela vida inteira. Esteja certo disso.

Qual interesse se tem em manter a vida conforme os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), se o bebê não passa mais do que poucos dias ou algumas horas de existência. É um grande absurdo a igreja incutir na cabeça de seus fiéis que devemos preservar o existir de um ser fadado a morte anunciada. Como pode querer enxergar vida, se é que há, numa situação como essa, uma criança com má-formação ou parcialmente sem cérebro fazer parte de uma família? Para haver uma providência nesse sentido, só se Cristo estivesse agora entre nós, com sua imensa capacidade de generosidade, a fazer milagres para essas mães premiadas de terem filhos desprovidos de massa cinzenta.

Pergunta a igreja se ela vai arcar com todo ônus de uma vida sacrificada por nada.
Garanto que se um padre pudesse casar e ter filhos, não pensava duas vezes em proceder abortivamente. Usando as mesmas desculpas que tornaram possível a liberação por Lei do aborto de fetos anencéfalos.

As verdadeiras pessoas anencefálicas são aquelas que vivem enxergando vida onde não é possível existir, mas mesmo assim, ainda teimam em levar adiante a insensatez de coisas impossíveis. Como esperar dessa gente um apoio que possa ser solidário no revés de uma gravidez tão inesperada. Será que essas mesmas pessoas não mudariam de opinião se acontecesse consigo?

Estou com a maioria quando defendem o direito de não carregar, por mais dolorosa que seja, uma futura criança que não saberá em momento algum da mãe que a teve, do carinho reservado a ela e o imensurável amor materno, pela impossibilidade de retribuir, pelo simples fato de não ter como perceber em sua plenitude o que o cérebro registra.

O aborto vai evitar antes de tudo, principalmente o apego sentimental de mãe, aparecido numa fração de segundos, ao ouvir o choro do bebê. Nesse exato momento tudo estará perdido e seja lá como veio a criança ao mundo, seu coração explodirá num gostar sem tamanho. A cria que está no seu peito é única e todos os dias serão renovados em esperança... É difícil negar o direito de ser mãe.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A PÁSCOA




Na época de menino, meu contato com a Páscoa estava relacionado aos coelhos, tanto que não me saí da memória a máscara que fiz de coelhinho para ser usada durante esse período. Lembro-me mascarado todo feliz pensando ganhar muitos ovos de chocolate. Era um menino que adorava descobrir o que tinha lá dentro, depois de desembrulhar aquele monumento comestível sujando as mãos e com aquele sabor de “quero mais”. Assim passei minha infância comprovando com absoluta certeza: Criança é vidrada em receber essas coisas de presente.

Os anos passaram, cresci e não via mais graça em ganhar ovos da páscoa de tudo que é lado, além do mais, faz a gente engordar e ficar com o rosto cheio de espinhas, assim não há paquera que resista, pois às mulheres não gostam disso e nosso aspecto é horrível, uma espécie de porco espinho em pessoa. Passei a ver a Páscoa com outros olhos e daí descobrir que não só de coelho e de ovos de chocolate que ela é feita. Seu sentido é muito mais significativo e amplo, nos remetendo as passagens bíblicas como o Êxodo (saída dos hebreus do Egito por Moisés) e a morte de Cristo em troca da nossa Salvação. Novamente a necessidade de se lucrar desde início do capitalismo, a primeira grande loucura que se tem notícia em termo de evolução urbana, fazem de símbolos tão marcantes na história da humanidade, um mercantilismo de ações desastrosas com seu poder transformador na vida de consumo de todos nós.
O bendito “coelhinho da Páscoa” que eu já gostei e a maioria das pessoas (digo todos os pais) faz inflar o desejo de qualquer criança ao ganhar um belíssimo ovo, aumentando os grandes lucros das empresas que nesse período enriquecem vendendo o “ouro marrom” de todos os tamanhos, nos mercados e lojas do gênero.

A verdade é que compramos e ficamos lambuzados sem saber que a Páscoa tem outras origens e nada tem haver com ações comerciais, ao deixar todo mundo hipnotizado em consumir seus sonhos de chocólatras. O marketing se encarrega de seduzir numa publicidade perfeita e o consumidor enche um carrinho de compras sem perceber que de páscoa não tem nada.
Essa situação do coelho sendo garoto propaganda e seu rosto aparecer cada dia mais, como representante fiel de um evento católico, comprova que o povo não tá nem aí para a verdadeira origem, quer mais é comer com ou sem culpa, um delicioso ovo de chocolate, a lamber os dedos, antes de abrir outro e continuar matando seu vício. Chocolate, chocolate, chocolate...

Esta situação é tão forte que já tem igreja incluindo a “páscoa do coelhinho” nas programações religiosas, Cristo com coelho. Ou seja, mistura um ato tão nobre de Cristo – jamais deveria cair no esquecimento – com o representante maior dessa cultura de massa. Esse “Pernalonga de araque” endossa minha opinião em achar um despropósito cultuar um simbolismo momentâneo, que voltará a ser apenas um animalzinho engraçadinho e orelhudo, assim que passar esse movimento todo. Essa Páscoa interesseira não vai mudar você, no mínimo, engordará alguns quilos a cada pedaço de ovo comido. Lembre-se disso!

Não quero ser chato, mas tenho obrigação de falar que a páscoa cristã é viva e jamais deixará saudades porque estará sempre presente diariamente no nosso cotidiano. Isto é, para aqueles que sentem a presença do Cristo em tudo que nos cerca.

Quem estiver lendo essa crônica, certamente nesse momento deverá está pensando que estou sendo um “católico de carteirinha”, mas o que faço é reforçar que devemos está com Cristo no próximo domingo, pois sinto que o sentimento cristão, aquele que nos bota num caminho do bem por inteiro, está cada vez mais distante – há tempos – da nossa convivência, dentro e fora de casa. Quantas pessoas vivem da violência, de possuir coisas alheias, de matar ou morrer, de corromper, de não acreditar e de valorizar coisas inúteis. Um monte!

Não estou sendo do contra, tentando impedir o consumo de ovos de páscoa, mesmo porque não devemos levar tudo a ferro e fogo, de chocolate também se vive e se come.
Quero mostrar somente que precisamos voltar a nos relacionar catolicamente, não necessariamente sermos cristão, mas termos valores religiosos, seja qual for religião – pois sei que Cristo está presente em todas – para tentamos diminuir essa sensação de “terra sem dono” que cada um faz o que quer. Saí do coração o amor incondicional, para entrar sem pedir licença, a cegueira de não vê o amor em nada. O sentimento é seco, é árido, é uma gente de coração de pedra! O amor pedido é santo, pois foi nos dado e ensinado por Ele, a santíssima trindade!

Então amigos, já que estamos entendidos e acredito que entenderam o recado, só me resta agradecer a todos e desejar uma feliz Páscoa.

PS.: Com moderação no chocolate, afinal ninguém quer na manhã seguinte dá de cara no espelho sendo “Senhor espinha” e nem com uns quilinhos a mais.