Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Baiano, que gosta da mulher que ama (um dos últimos sobreviventes), bastante comunicativo, sou formado em Publicidade e Propaganda pela FIB/BA e além disso sou um cara muito romantico, a ponte de escrever poesias...

APROVEITEM

Aqui vocês vão se destrair e saber um pouco das aventuras e desventuras de um simples mortal que sobrevive pela vida levando umas cheias e outras em vão...

Vou procurar deixar meu BLOG muito interessante no que diz respeito, a me acompanhar neste diario de bordo...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

E O DEIVID PERDEU!


Nunca escondi de ninguém que meu time de coração e também aquele que torço e sofro é o Flamengo. Mesmo sendo baiano e com obrigação de torcer pelo Vitória da dupla BAVI, único time que realmente ganha título sem maracutaia como o Baêa, devo admitir que meu Leão da Barra, infelizmente nunca teve um dirigente ao estilo Paulo Maracajá, que fazia o possível e impossível pra ver seu time consagra-se campeão e assim arrebanhar torcedores cada vez mais pelos campeonatos conquistados. Isso realmente fez a diferença em ele ser o que é hoje: O maior time baiano de futebol no campo da fraudulência.

Não que o time Vitória fosse sempre pequeno, porém falta a ele a “boa malícia” como o mal necessário aos times de grande tradição. No Rio, vejo isso nos quatros grandes e no Flamengo, da maior torcida brasileira, está mais presente no universo do futebol carioca. Ser Flamengo é fazer parte do gosto popular de transformar o momento do gol numa explosão de felicidade e alegria sem precedentes. Ontem pensei que esse acontecimento fosse à certeza de mais uma vitória sobre os vascaínos, eternos fregueses do mengão. Teria sido castigo pela displicência de um gol fácil? Quem sabe...

A verdade é que assistia torcendo pelo Fla, sempre ligado nos ataques perigosos do Vasco e de repente, num passe quase perfeito, pois o zagueiro falhou, de Ronaldinho Gaúcho pra Léo Moura e dele, depois de estabacar-se com o goleiro, passar a bola limpa pra Deivid, o gol iria fazer a torcida balançar as estruturas, mas... O inacreditável apareceu para provar que pode aprontar das suas, fazendo calar pela tamanha surpresa e absurdo de um gol feito ser perdido em questão de segundos, a nação rubro-negra de todo universo! Ninguém acreditou no que viu... Brincadeira de mau gosto da quarta-feira de cinzas.

O diriam os craques que vivem de fazer a felicidade da torcida num grito de gol, vendo Deivid “queimar o filme” da classe dos artilheiros, perdendo gols e não deixando que o Flamengo avançasse na competição, como imperícia? Desleixo? Falta de sorte? A fase ruim do jogador? Estão abertas as apostas das razões ou motivos que lavou o centroavante a não fazer o gol.Devo lembrar que ele no campeonato carioca de 2011 foi o artilheiro do time com 21 gols juntamente com Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho.

É bom saber também que esse bendito gol não era garantia de nada, de certo que, se Vasco terminasse o primeiro tempo levando 2X1 à conjuntura do jogo seria outra e “talvez” estaríamos na final da Taça Guanabara. Na pior das hipóteses dava empate e aí entrava a loteria esportiva, na disputa dos pênaltis.

Nesse jogo fatídico, estivemos sem o R10 (jogou bem abaixo do esperado), apesar de partir dele o lançamento que causou tudo isso, nosso goleiro espalmou as bolas na frente da área ao invés pra laterais do campo (os gols do Vasco saíram assim) e o Deivid não estava num bom dia. Acredito que ele poderia ter outras chances e não iria aproveitar nenhuma pelo trauma do gol perdido. Um lance daquele ele teria de chutar com a perna esquerda, quando nada não bateria no pé da baliza do gol e na posição que ele estava (quase no meio da trava) certamente a bola entrava, fazendo a minha, a nossa e alegria do mundo todo que é rubro-negro!

Deivid na sua entrevista coletiva pra explicar o inexplicável se mostrou ter um caráter exemplar, de não se escondeu e nem justificar com desculpas esfarrapadas o que deveria ter feito e deixou de fazer. Nada é mais honroso do que admitir a própria culpa, se responsabilizando pelo resultado adverso. Homem que homem sacode a poeira ou pelo menos fica mais atento ao lance e parte pra outra com a cabeça erguida e a consciência tão leve como a pluma.

Deivid não ligue pra brincadeiras vascaínas. Não se esqueça do seu crédito como jogador com o clube e da sua ajuda nos gols marcados. Aconselho a continuar perseverante na sua busca de titular da camisa 9, e lembre-se dos tempos que jogava no Santos e Cruzeiro deixando a nossa torcida pavorosa em cada entrada sua na área num gol eminente.

Não me importa se perdemos pro Vasco uma semifinal do primeiro turno do Carioca, afinal não foi nenhuma decisão do campeonato. O meu Flamengo tem crédito de sobra. Devo lembrar a torcida vascaína que o ultimo tricampeonato foram em cima de vocês, além de proporcionar a mim como torcedor, um gol de falta inesquecível de Petkovic, na final de 2001. Obrigado Vasco por esse momento tão histórico e marcante para nós. Entendam: Freguês ontem, freguês hoje, freguês sempre (risos). E mais: Ano passado fomos campeões invictos!

Reaja enquanto há tempo e encarne o mais breve possível, o artilheiro que é. Pois afinal, ninguém desaprende ou esquece o que sabe de melhor. Mas cá pra nós, Deivid, esse gol até vovó fazia...

A nação flamenguista ainda espera ansiosa por você. Acredite.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CONVOCAÇÃO GERAL: Carnaval no bloco Me Deixa à Vontade




Nesses tempos de greve da polícia daqui (políciais da Bahia), esqueci que sou folião e deixei de falar do bloco da ABADEF - Associação Baiana de Deficientes Físicos, que faço parte. Quem teve a brilhante ideia (meus parabéns) foi a Maria Luiza Câmara, presidente da entidade, de levar todo ano uma legião de pessoas felizes, coloridas e cheias de graça, para o meio da rua que estão a fim de aproveitar o momento ao som do trio-elétrico e nossos inúmeros blocos, participando do Carnaval numa boa.

Passado o evento da greve da Polícia Militar, que certamente abalaria a beleza do carnaval baiano, com dias de pavor e medo, pois afinal, poderia acontecer muita violência por falta de segurança, é chegada a hora de curtir os dias de momo no bloco da gente, que é a nossa cara, o Me Deixa à Vontade!

Estamos aí também no Carnaval para mostrar para o turista que aqui chega à nossa terrinha, o espírito folião que traz cada deficiente, seja qual for sua deficiência, a cair na gandaia sem medo ou preocupação de ser feliz, tal como um pinto no lixo. Êta maravilha!!!

CONVOCAÇÃO GERAL:
convoco todos deficientes baianos ou não, independentes de suas deficiências visual, física, auditiva, intelectual e outras, a pular a trás do trio com toda alegria no bloco Me Deixa á Vontade, que como nome já diz é um lugar de liberdade com sabor de pura diversão e nada que impeça o folião de ser um folião de verdade. Venha fazer parte dessa divertida participação coletiva curtindo com a gente!

Esse projeto da ABADEF – Associação Baiana de Deficiente Físico – de inclusão social existe há mais de uma década e conta com cerca de 1000 associados.

Neste carnaval o tema do bloco é sobre as mulheres de Jorge Amado, fazendo também a sua homenagem ao grande escritor baiano e suas mulheres, conhecidas pelo mundo afora, tais como: Gabriela, Tieta, Tereza Batista, Dona Flor, Dora entre outras.

A Abadef espera emplacar outro sucesso ao botar seu bloco na rua e desejam a todos aqueles foliões de carteirinhas, um Carnaval 2012 com muitas recordações de bons momentos no reino da folia baiana. Um grande Axé!

SERVIÇO:
O QUE: Carnaval 2012
ONDE: Salvador, Bahia
BLOCO: Me Deixa à Vontade
SAÍDAS: Sexta e Sábado de Carnaval
CIRCUITO: Osmar (circuito antigo) – do Campo grande até a Casa da Itália
INFORMAÇÃO: Ass. Baiana de Deficientes Físicos - ABADEF
TELEFONE: (71) 3321-5500

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PRESSÃO 15 POR 11


Nunca fui ligado à pressão arterial e quando acontecia de tirar não tava nem aí, dava o braço pra mocinha aferir a pressão e tudo bem se o resultado fosse 13 por 9. Já era o sinal que meu coração junto com meu peso ia me deixar hipertenso.

Sendo um bom glutão, foi na época da faculdade que mais abusei dos salgadinhos, das coxinhas, das esfirras e dos enroladinhos, tudo muito bem acompanhado de uma coca-cola geladíssima. Isso tudo durante a semana não ia dá em coisa boa no futuro. Confesso que me sentia cada vez mais gordo, assim como, minha vontade incontrolável de encontrar com a "tia” e comer no mínimo dois salgadinhos no horário do intervalo. Saí satisfeito com esse big lanche!

Minha relação com a comida sempre foi 8 ou 80. Tenho lembranças (até hoje mãe fala) que sempre fui chato pra comer quando criança e detestava tomar sopa. Por conta disso, minha avó quebrou braço e perna me fazendo engolir uma colher de sopa. Minha complementação alimentar vinha do remédio Rarical – vitamina infantil junto com complexo B que D. Lígia fazia questão de me dá todo santo dia com propósito de estimular minha comilança infantil. Depois, já mais velho só sabia de comer feijão com farinha e chouriça no almoço. Até meus 10 pra 12 anos a feijoada era o meu cardápio principal. Fiquei conhecido como “garoto feijão”.

Os anos passaram e de tanto sair pra almoçar fora descobrir outras comidas e também que alguma delas, mesmo não tendo uma boa aparência, não significa que seja ruim, a exemplo: um sarapatel (comida feita de tripas e vísceras de animal) seja tão saboroso. Bem, conheço um monte de gente que troca essa iguaria por qualquer strogonoff. Acho uma grande besteira, pois o nosso paladar tem de ser universal, está aberto a novos sabores para conhecer melhor a culinária, ou melhor, como está em voga a gastronomia de todo mundo e lugares.

Nessa fase, de descobridor das comidas alheias, estava começando a engordar de tanto repetir o prato. Sou daqueles que não deixa comida, come até o último grão e ainda saí da mesa com gosto de quero mais. Lembro-me do meu pai fazendo o mesmo e quando eu deixava comida ele comia numa boa, a lei era limpar o prato! De tanto fazer isso e outras estripulias seu Isaac ficou diabético e teve um final trágico.

A verdade é que passaram os anos e eu por eles, comendo de tudo, até que a “nega” minha atual mulher insistiu pra fazer o checap. Disse a ela que faria o do milênio, do ano 2000. Dito e feito. Fui a um cardiologista que logo de primeira tomou minha pressão, estava em 14 por 10 (um pouco alta) e isso gerou uma série de exames e um grande medo de está no mínimo diabético além do já confirmado o diagnostico de pré-hipertenso. Fui para direto a uma endocrinologista para fazer um controle nutricional, já que a doutora também cuida desse caso, resultado: fiquei restrito a medida dos alimentos, tipo: bife – 200 gramas, ou melhor, só um pedaço do tamanho da palma da mão, brincadeira... Eu só comer isso e sem direito a uma boa farofa da graxa de bom bife acebolado. Sem possibilidades!!!

Recentemente caí na asneira de comentar que estava tonto quando acordei e veio logo ao meu encontro o aparelhinho de pressão e agora o resultado era 15 por 11. Sinal de alerta e com grande ameaça: – você pode ter um infarto a qualquer momento, vamos a Dr. Agnaldo... Sentenciou D. Lígia. Não que de fato eu fosse morrer no próximo minuto, mas sendo quarentão é bom seguir o ditado: “o homem seguro morreu de velho” – ditado completo é claro, não reduzido, “o seguro morreu de velho” como muita gente conhece. Isso aconteceu em dezembro, perto da virada de ano e o médico só tinha agenda no início de janeiro/2012. Negociei que iria sim, mas só depois dos festejos do Ano Novo, em outras palavras, depois da ceia natalina e dos comes e bebes do romper do ano. É mole, comida em primeiro lugar e a pressão que se dane (risos).

Novamente outra bateria de exames e pra minha surpresa os resultados foram bons, na medida do possível – já que continuava a mandar ver... Desta vez, os exames cardiológicos deram normais: coração e artérias sem entupimento, pulsação e fluxo sanguíneo no ritmo, tudo ok! Mas que inferno é esse se o coração tá em perfeita ordem e a pressão nas alturas? Andei perguntando e vendo na internet alguma resposta que explique esse “fenômeno” e nada. Na verdade não existe nenhuma relação que justifique esse desencontro.

Resultado: Hoje estou tomando três medicações associadas, duas pela manhã e uma a noite pra manter a pressão estabilizada. Acredito que esse terceiro remédio deve-se pelo Doppler (aparelho que faz o monitoramento 24h da pressão arterial) que botei e acabou saindo do lugar e até desligando, que provavelmente deu picos de pressão, ao dormir, e, por esses motivos, o médico considerou alternância no resultado final, prescrevendo os três “remedinhos” da pressão.

Apesar de ir ao médico numa condição extremamente perigosa, pois o infarto faz um grande estrago em qualquer pessoa, devo admitir que ele esteja certíssimo quando diz que todo hipertenso deve viver com os remédios, os exercícios físicos e a alimentação saudável – com pouco ou sem sal, a depender de cada caso, fazendo analogia com a santíssima trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

Graças a ele mudei de comportamento e atitude: tomo minhas pílulas, ando pela praia – já emagreci 5 quilos, estava com quase 90 – e estou me alimentando sem excesso, ou seja, não repito mais o prato, não belisco besteiras, além de jantar mais cedo. Mudei da água pro vinho. Espero quando voltar ao cardiologista daqui a dois meses esteja totalmente diferente nas medidas do corpo, no peso e na pressão. Assim seja!

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 SEREMOS BORBOLETAS E COBRAS

A eterna repetição, mas sempre renovada pelos votos, conhecidos por todos nós, em cada cartão recebido de Boas Festas com felicitação repleta de realizações, saúde e paz, carregada de sentimento fraterno, inevitavelmente, não deixa passar em branco, nosso desejo humanitário para com o próximo, para que o ano que se inicia seja melhor do que aquele o que acabou. Ou seja, eu vejo essa atitude como uma metamorfose da borboleta, que na fase da pupa (o casulo/pré-nascimento), a lagarta rompe pra nascer pra nova vida.

O sentido “borboleta” está envolvido nas suas possibilidades de interagir com o que você encontra ao seu redor. Ninguém deve está sozinho como uma ilha e sim, como um afluente que desagua em algum lugar de bom, fortalecendo suas relações e para o bem da coletividade, fazer brotar coisas boas que vão facilitar a convivência pacifica sem precisar levantar fronteiras e nem catalogar inimigos pelo mundo a fora. Nossos braços foram feitos pra abraçar seu semelhante, nossa boca para proferir palavras de amizade e as pernas para caminhar com tranquilidade, nada de correr por medo ou pavor que algo lhe aconteça.

Assim como vejo também a descamação da cobra, significando seu próprio conhecer nessa mudança do calendário. Apesar de o primeiro momento pensar em ser uma coisa ruim vindo de um animal tão perigoso. É de fato o seu conhecer íntimo que vai propiciar que o sentido “borboleta” prevaleça neste novo ano.

A principal mudança começa pela gente, ao olhar pro nosso interior e reconhecer que existem coisas a sair da nossa conduta e postura como pessoa. O mundo está impregnado de arrogantes, preconceituosos, valentões e todos aqueles adjetivos que não cabem conviver junto com o espírito nobre de quem ainda enxerga, a luz no fim do túnel como grande possibilidade de uma vida pautada em tranquilidade e harmonia, que certamente por essas vias encontraremos a paz e a felicidade tão desejada entre os povos.

O jardim é belo, está cheio de flores e frutos a espera que as borboletas dêem alegria e um sentido de prosperidade naquilo que se espera de cada brasileiro desse imenso país.

Por outro lado, como cobras – no bom sentido, é claro – temos o dever de descamar todo nosso descontentamento daquilo que nos fez sofrer e incomoda aos outros, fazendo surgir à nova pele, ou melhor, uma nova consciência que nos ajude enquanto coletivo. Se cada um mudar na sua maneira de ver as coisas ainda nos resta à chance de mudar o curso da história em 2012.

Faço a pergunta: Este ano você será uma borboleta ou uma cobra?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A REAL DO NATAL ou ESSE TAL DE PAPAL NOEL



Todos nós sabemos que o Natal tem um significado mais próximo ao Papai Noel e com ele, todos os pais sabem, o consumismo vem escondido no sorriso do bom velhinho. É a hora dos shoppings de todo país ficarem aberto no mínimo 36 horas e as pessoas gastarem seu 13º salário no calor da emoção. Querem dá presentes e também receber o seu, na expectativa de materializar seu pensamento naquilo que esperava ganhar, quando isso acontece, o presente de Natal cumpriu sua função: Deixar alguém feliz!

Penso com os meus botões: Este significado de consumir e fazer aquecer a economia do país, nada tem haver com a tal fraternidade, do pensamento de enxergar no próximo, nosso irmão e fazer brotar do coração das pessoas boas ações que faça melhor nossa condição como sociedade. Seria tão legal ver nos jornais de toda cidade notícias que falasse de coisas prazerosas, nada de fatos que deixem a gente presa em casa, com medo de acontecer alguma maldade alheia.

O dinheiro possibilita nesse caso, uma felicidade momentânea, mas não transforma sentimentos e atitudes que nos façam sonhar com uma realidade mais humana no sentido da coletividade. Vivemos numa época do isolamento social e nem a internet com seus e-mails e redes sociais está sendo capaz de tirar o individuo de casa. É cômodo e seguro dizer “oi” na distância.

Desde que me entendo o Papai Noel é sinônimo de presente e depois que entendi que meu “Papai Noel” era na verdade papai Isaac, me fez descobri que esse símbolo é nutrido pela publicidade que transformou a boa ação do bispo Nicolau, lá em 280 d.C. na Turquia, ao deixar saquinhos de moedas próximos às chaminés das casas de pessoas carentes em uma ótima oportunidade de o capitalismo tirar proveito. Daí surgiu à loucura das compras de Natal e todas suas armações pra levar o cidadão a comprar a qualquer custo, sem lembrar-se dos preços altos e nem sequer pensar nas dívidas futuras em cartões de créditos. Um verdadeiro milagre natalino!

Vocês leitores devem está se perguntando duas coisas: a primeira, diz respeito ao presente. Será que essa crônica tão anti-Papai Noel é porque o Leon vai passar sem receber nenhum nesse Natal? A outra é em relação à grana: Faltou pra comprar um presentinho? Posso jurar que vocês estão todos errados, mas a verdade que se gasta uma fortuna nesse período e o sentido correto do Natal é cristão. Uma semana entre o Natal e o Ano Novo para volta-se ao seu próximo desarmado, cheio de amor pra compartilhar e ajudar naquilo que for preciso, ou seja, as pessoas precisam respirar tranquilas, não somente nesse breve espaço de tempo, mas a vida inteira para a coletividade ganhar unidade e beneficiar a todos, entende?

Gostaria de ver o tal do Papai Noel no seu sentido original, pois esse de representante oficial do capitalismo vai de encontro com a proposta de fazer amigos ou revê-los, de entendimentos entre as pessoas, é a hora de perdoar e ser perdoado, enfim... De paz entre a gente!

O representante fiel do Natal ainda é pra mim o Nascimento de Jesus, a Família Sagrada e o Presépio. Símbolos que formam os pilares de como devemos proceder na vida, a ponto de contribuir para uma convivência pacifica, tentando trazer de volta o velho e conhecido por alguns, conceito de humanização, já esquecido, inclusive por esse modismo de consumismo representado pelo “bom velhinho”. Muito embora ele também mexa com a sensibilidade dos outros, mas não o suficiente para plantar na cabeça e no coração o amor que tudo transforma e possa ser duradouro a ponto de levar uma vida inteira. O espírito de Natal permanece já o Papai Noel desaparece logo depois de dar seus presentes. Notou a diferença?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MULHER "ANIMAL"



Na verdade, essa crônica extra , postada no blog do Movimento Vamos Adotar 1 Cão , deveria sair mais cedo, mas acontece que resolvi digerir o ocorrido para não ser tão agressivo e perder o sentido do assunto. Realmente Soninha Francine (ex-MTV pra quem não conhece) tem muita razão quando fala em escrever de “cabeça quente”, pois termina sempre saindo o texto uma coisa pesada, cheia de verdades duras, além de ficar bem passional e quase nada de imparcialidade, sendo eu suspeito a falar, pois faço parte de uma ONG de proteção animal.

O Natal já na porta e eu que esperava escrever para os meus leitores, dos meus veículos de comunicação (blogs, site e redes sociais), coisas que provocasse neles um sentimento de fraternidade, felicidade, alegria e paz. Mas nem sempre as coisas saem como a gente quer, e, depois que tomei conhecimento da atitude de uma mulher, de sexo frágil? e tolerância zero, o sangue me subiu a cabeça e como protetor resolvi saltar o verbo em defesa do animal e também fazer meu protesto contra sua agressividade desmedida com um cachorro que cuidava, se é que cuidava, como um bichinho de estimação.

O vídeo mostra todo o seu desamor e todo seu ódio em imagens absurdas, registrando até que ponto pode chega o ser humano em acesso de fúria. Certamente tal prova vai levá-la a uma execução sumária. Perdão, mas esqueci de dizer que estamos no Brasil, o país da impunidade, ainda mais se tratando de crueldade em animais, e isso que acabei de dizer é pura utopia minha.

EM TEMPO: Já saiu na internet por esses dias que o conselho de enfermagem não irá punir a enfermeira. Eu já sabia disso... Quero é novidade!

Certas atrocidades não deveriam ter sequer direito a defesa, e em casos como dessa mulher, formada em enfermagem, que maltratou um ser vivo como o cachorro, na frente de uma criança até a morte, merece ter no mínimo como pena a prisão perpetua. Não que eu seja a favor de uma política penal rígida, a questão não é essa, mas essa agressão seguida por morte a um animal indefeso seria uma pena leve demais passar o resto da vida na cadeia a custa do Estado. Muito embora se ela caísse também nas mãos do povo era bem capaz de morrer na mesma maneira. Código de Hamurabi – Lei de Talião (Olho por olho, Dente por dente). Pra mim, justíssimo pagar na mesma moeda.

Não dá pra acreditar lendo uma crônica dessa que um protetor possa pensar desta forma, tão sem piedade e muito menos clemência, numa época propícia aos entendimentos entre as pessoas e aos encontros familiares, sempre buscando o perdão através do amor, por ser ele maior que as nossas mazelas. Mas vocês devem concordar que é duro perdoar, mesmo no momento de confraternização, no Natal e Ano Novo, uma criatura que agiu como uma besta-fera e não pensou nas consequências, porque sabia que não daria nenhuma punição a sua pessoa. É confortável ter uma atitude irracional se a impunidade via de regra libera o cidadão de pagar pelos seus atos.

Para aqueles que sabem o quanto é ruim e prejudicial para a população e para o país viver sem punição, pois somente aqui o dinheiro juntamente com o status corrompe e dita normas, é interessante que se aja como sociedade civil, cobrando mudanças urgentes. Inadmissível é ficarmos de mãos atadas, aceitando esse tipo de coisa – salvo os grupos de protetores de animais, que não significa muito, em relação ao número esmagador de pessoas que se aproveita dessa condicional. Temos de reagir e a nossa reação começa pela movimentação nas ruas de todo país, com passeatas, na internet em redes sociais, e na mudança de mentalidade do individuo, para haver uma cobrança através da política ainda séria. Ações que venham repudiar e enquadrar juridicamente qualquer cidadão que viva da perversidade alheia e do sorriso sínico de sair ileso do crime que cometeu.

Desejo a esta “mulher-animal” uma reclusão da boa para fazer refletir o grande mal que fez, provocando repudia e sua condenação antecipada por todos aqueles que sofrem em saber de casos de maus-tratos em animais, seres que dependem exclusivamente do nosso sentimento pra levar uma vida mais digna e sossegada. Não existe um cão sem dono ou num “mato sem cachorro” quando o nosso gosta de animal ultrapassa limites.

A verdade é que essa agressão mexe com todo mundo e é difícil não se envolver emocionalmente diante das imagens. A vontade no primeiro momento era entrega-la aos cães nutridos da violência desnecessária, conhecidos popularmente de pitbull para sentir o mesmo medo e pavor nas mordidas e ver sua angústia nos olhos, tal qual o cãozinho detestável, segundo ela, que agrediu até a morte. Mas que sujeito seria eu pensar dessa forma, se o coração de quem protege é grandioso justamente em ter compaixão com o seu próximo, independente da sua condição existencial. Preferir então deixar os ânimos acalmarem, assentar a poeira pra escrever na lucidez dos sentidos.

Peço imensas desculpas e perdão se necessário for, se causei em cada um de vocês o sentimento de vingança e justiça em pleno Natal, mas converso que estou bastante aliviado só em botar pra fora toda minha indignação.

Feliz Natal mais humano com uma ceia farta, recheada de dias de paz, tranquilidade nos lares e muito amor no coração. Confiante que 2012 seja repleto de realizações e sucesso é que convido vocês a brindar comigo este ano que inicia sempre na linguagem fraterna dos bons amigos e suas eternas amizades. Boas Festas!!!

domingo, 27 de novembro de 2011

PRESENTE AOS FÃS PRA AGRADECER


Desde dia 17 de novembro, a Abril Coleções chegou com uma ótima novidade para todos os fãs do rock nacional e principalmente da Legião Urbana: trata-se da Coleção completa da banda, uma das principais do cenário do rock brasileiro nos anos 80 e 90. Nela, é mostrada também a trajetória da banda, nos principais acontecimentos ocorridos no Brasil e fora dele.

A coleção é composta de 15 livros-CD, todos trazendo as capas originais dos discos, fotos da época e entrevistas marcantes – um livro compilando trechos de entrevistas e versos de músicas – narrando à trajetória do grupo em mais de 700 páginas ilustradas e 170 músicas. O lançamento acontece no ano que completa os 15 anos da morte de Renato Russo, líder da legião Urbana.


COMO FÃ:

Nunca fui muito curtidor do rock tupiniquim progressivo, estilo feito pelos “Titãs”, mas o da Legião Urbana – rock punk Brasil – sempre me tocou de um modo muito especial, pois suas letras casavam “como uma luva” ao que vivia naquele momento de vida. Posso dizer sem nenhuma dúvida: Esta banda era minha religião, naquilo que toda juventude daquela época desejava, como exemplo de atitude – nas letras das suas músicas – a denunciar todas as coisas impostas e não grata, que seus fãs, seus cúmplices, repudiavam.

Este Rock da Legião, que falava uma linguagem simples, dita sem muito trabalhar o vocabulário, comunicava precisamente a justa medida do nosso sentimento. Nas músicas feitas para dois, como “Será”, “Quase sem querer”, "Eduardo e Mônica" e outras, todo mundo entendia porque nelas, estava escrito o essencial, que os namorados sempre precisam saber, para tornar uma relação estável entre duas pessoas. Nesse critério ainda não existe uma banda com tais características.

Eu, como fã de carteirinha, corri para banca mais próxima e comprei logo o 1º livro-CD do disco “Será”. Realmente é uma coleção a ser guardada a setes chaves, completíssima! O fã que certamente colecionará ficará por dentro de toda informação, a cada livro-CD publicado, tipo: como se deu o surgimento da banda, qual o contexto político daquela época e o que estava acontecendo pelo mundo, enfim... Entenderá como uma linha do tempo, todo percurso
percorrido por Renato e sua banda.

Mesmo você não sendo seguidor das ideias da Legião Urbana, leia-se do Renato Russo, é enriquecedor participar somente como simples ouvinte/leitor de um período mais rico do rock nacional, onde Renato foi o grande cérebro, responsável e mentor para que os jovens entendessem e praticassem um rock mais de letra e sentimento do que de barulho. Compre eu garanto, mesmo sendo eu suspeito a falar. Vale a pena!

Como presente a todos os fãs da banda Legião Urbano, da Abril Coleções,
eu agradeço...